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Do Congresso ao BBB 26: quem é Gerardo Renault, pai de Ana Paula

Figura histórica da política mineira, Gerardo Henrique Machado Renault mantém rotina ativa, influência familiar e presença institucional mesmo próximo dos 100 anos

Por Redação  |  05/02/2026 às 18:12
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O retorno de Ana Paula Renault ao Big Brother Brasil 26, desta vez como veterana, reacendeu a curiosidade do público sobre sua vida pessoal. Um dos pontos que mais chamaram atenção foi a relação da jornalista com o pai, Gerardo Henrique Machado Renault, que, aos 96 anos, segue ativo e com forte presença institucional. Durante o confinamento, Ana Paula revelou que recebe apoio financeiro do pai e que foi incentivada por ele a aceitar o convite para voltar ao reality, visto como uma oportunidade de maior estabilidade financeira.

Origem e formação acadêmica

Natural de Belo Horizonte, Gerardo Renault nasceu em 1929 e completará 97 anos em setembro deste ano. Filho do securitário e comerciante René Renault com Maria Aparecida Machado Renault, teve desde cedo uma trajetória ligada à vida pública e intelectual.

Cursou o ensino secundário no Instituto Padre Machado e no Colégio Marconi, ambos na capital mineira. Em 1951, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela então Universidade de Minas Gerais (atual UFMG).

Ainda como estudante, destacou-se no movimento estudantil: foi secretário do Diretório Central dos Estudantes, vice-presidente da União Estadual dos Estudantes e da União Nacional dos Estudantes, além de presidente da Federação Brasileira de Desportos Universitários.

Início da carreira política

A carreira política começou cedo. Em 1951, Gerardo foi eleito vereador de Belo Horizonte pela UDN, cargo que ocupou até 1966, sendo reeleito sucessivamente. Nesse período, integrou diversas comissões permanentes e especiais da Câmara Municipal e representou o Brasil em eventos internacionais ligados ao movimento municipalista e universitário.

Atuação como deputado estadual e federal

Entre 1967 e 1979, exerceu o mandato de deputado estadual de Minas Gerais, eleito pela Arena, partido de sustentação do regime militar. Durante esse período, foi relator da nova Constituição estadual e do Plano Quinquenal de Desenvolvimento de Minas Gerais, além de presidir comissões estratégicas na Assembleia Legislativa.

Em 1979, foi eleito deputado federal, mandato exercido até 1983. Licenciou-se temporariamente do cargo para assumir a Secretaria Estadual de Agricultura no governo Francelino Pereira. Com o fim do bipartidarismo, filiou-se ao PDS, sucessor da Arena. Na Câmara dos Deputados, integrou comissões ligadas à agricultura e à política rural.

Em 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para presidente da República. No Colégio Eleitoral de 1985, apoiou Paulo Maluf, derrotado por Tancredo Neves, que faleceu antes da posse, sendo sucedido por José Sarney.

Gerardo deixou a Câmara ao fim da legislatura, em 1987, e ainda concorreu ao cargo de vice-governador de Minas Gerais em 1986, ao lado de Murilo Paulino Badaró.

Atuação institucional e longevidade

Mesmo após se afastar dos mandatos eletivos, Gerardo Renault manteve atuação constante. Advogado com escritório em Belo Horizonte, foi eleito, em 1991, presidente do Instituto de Previdência do Legislativo do Estado de Minas Gerais, cargo que ocupa até hoje, sendo reconduzido sucessivamente ao longo das décadas.

De acordo com dados do Portal da Transparência da Câmara dos Deputados, ele recebeu cerca de R$ 18 mil em novembro de 2025, já como aposentado do Legislativo Federal, valor que chama atenção pela longevidade de sua atuação institucional.

Tradição familiar na vida pública

A família Renault possui forte tradição na política e na intelectualidade brasileira. Gerardo é primo de Abgar de Castro Araújo Renault, escritor, membro da Academia Brasileira de Letras e ministro da Educação e Cultura no governo Nereu Ramos (1955–1956). Abgar também foi ministro do Tribunal de Contas da União. Seu irmão, Áureo Renault, ocupou o cargo de secretário de Viação e Obras Públicas de Minas Gerais no governo Juscelino Kubitschek.

Gerardo foi casado inicialmente com Vera Cardoso Renault, com quem teve três filhos: Gisele, Rene e Cibele. Posteriormente, casou-se com Maria da Conceição Machado Renault, mãe de Ana Paula, que morreu em um acidente de carro em 1998, quando a jornalista tinha 17 anos. Do relacionamento nasceram Ana Paula e Maria Aparecida, conhecida como Cida.

Em entrevistas, Ana Paula já comentou que a mãe deixou uma herança significativa às filhas, o que garantiu estabilidade financeira por muitos anos. Em 2016, ela esclareceu uma declaração feita durante o BBB 16 sobre ter “bebido” um apartamento em Cabo Frio, explicando que vendeu o imóvel para viajar — decisão que considera ter valido a pena.

Vida atual

Atualmente, Gerardo Renault vive em Belo Horizonte com a esposa Ana e mantém uma relação próxima com a filha, que voltou a ganhar destaque nacional com sua participação no Big Brother Brasil 26.

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